domingo, 3 de novembro de 2019

Em dia de Enem, celulares voltam a adiantar hora mesmo sem horário de verão


Usuários relataram nas redes sociais que o relógio de seus aparelhos celulares foi adiantado de forma automática para o horário de verão na madrugada deste domingo (3). O problema já havia ocorrido no fim de semana de 19 e 20 de outubro, data padrão da mudança, mas que foi revogada este ano pelo presidente Jair Bolsonaro.
A reprogramação já era prevista, porque o horário de verão em 2018 teve início no primeiro fim de semana de novembro. No ano passado, usuários tiveram a mesma reclamação. 
Na última sexta-feira (1º), o Google havia publicado um anúncio oficial recomendando que usuários de Android no Brasil alterassem as configurações automáticas de data e hora. O Google sugere manter a desativação até o dia 16 de fevereiro, quando o horário de verão chegaria ao fim, se ainda estivesse em vigor.
No último dia 18, as operadoras de telefonia disseram que tinham "desprogramado a alteração" em suas plataformas, "de acordo com o novo decreto presidencial". Mas, no dia 20, alguns usuários constataram a mudança de horário automática em seus aparelhos.
Saiba corrigir
Nos aparelhos Android
    Toque no ícone "Configurar";
    Toque na opção "Data e hora";
    Desmarque a opção "Data e hora automáticas"
    Configure manualmente a hora correta
No iPhone
    Acesse a tela principal e toque na opção "Ajustes"
    Toque na opção "Geral"
    Toque na opção "Data e Hora"
    Desabilite a opção de configuração do relógio "Automaticamente"
    Configure manualmente o horário correto
Horário de verão
O objetivo por trás da origem do horário de verão é aproveitar os dias mais longos para obter um melhor aproveitamento da iluminação natural, poupando recursos da matriz energética e reduzindo os riscos de apagões, principalmente no horário entre 18h e 21h, quando as lâmpadas dos espaços públicos são ligadas, boa parte da população chega em casa e parte do comércio, escritórios e indústria continua ativa.
Mas, nos últimos anos, mudou o padrão de consumo do país. Lâmpadas incandescentes foram substituídas por lâmpadas mais eficientes, e o horário de pico de energia se deslocou do início da noite para o meio da tarde, por volta das 15h, devido ao aumento expressivo do uso de ar-condicionado.
Estudo do Ministério de Minas e Energia divulgado no ano passado já apontava para a perda de efetividade do horário de verão. Segundo a nota técnica, a adoção de outros instrumentos regulatórios, como a tarifa branca e preço por horário, pode produzir resultados mais relevantes para o setor elétrico.
De acordo com o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, o governo fez uma pesquisa que mostrou que 53% dos entrevistados pediram o fim do horário de verão. Não foram divulgados, entretanto, detalhes da pesquisa.
G1


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Oleh

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