quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Dezoito municípios paraibanos estão em risco de surto de dengue




Os casos de dengue aumentaram 67% na Paraíba, comparado ao mesmo período de 2018, de acordo com um boletim epidemiológico de arboviroses, divulgado nesta terça-feira (57), pela Secretaria de Saúde. Segundo o governo, estes dados deixam 18 municípios em alerta para situação de risco de surto de dengue.

De 1º de janeiro a 31 de outubro foram notificados mais de 17 mil casos prováveis de dengue, representando um aumento de 67%, comparado ao mesmo período de 2018. Chikungunya cresceu 38% e zika, 18,65%.

A predominância das notificações das doenças concentra-se nas regiões de: Lucena, João Pessoa, Caaporã, Princesa Isabel, São José de Princesa, Juru, Areia, Esperança, Alagoa Nova, São Sebastião do Umbuzeiro, Camalaú, Prata, com maiores incidências da doença por 100.000 habitantes.

Mortes
De acordo com o boletim, foram registrados 54 óbitos suspeitos de arboviroses, sendo 10 confirmados para a dengue, com um caso nas cidades de Bayeux, Santa Rita, Solânea, Araruna, Cachoeira dos Índios, Soledade e Conde, e três em João Pessoa.

Foram três casos de zika, sendo um em João Pessoa e outro em Junco do Seridó, e apenas um caso confirmado para chikungunya, no município de Fagundes. Foram descartados 32 casos e oito óbitos ainda seguem em investigação.

Prevenção
A gerente executiva de Vigilância em Saúde da SES, Talita Tavares, afirma que é importante a organização e mobilização de gestores e população para combater o mosquito. “Por isso, há a necessidade de fortalecer as ações agora para minimizarmos os problemas em 2020”, afirma.

De acordo com a gerente, os focos do mosquito, em sua maioria, são encontrados nas residências, em quintais e jardins. O aconselhado pela Secretaria de Saúde é que, pelo menos uma vez por semana, seja feita uma faxina para eliminar copos descartáveis, tampas de refrigerantes ou outras garrafas, e, em especial, lavar bem a caixa d’água e depois vedar.

Também é importante no deixar água acumulada em pneus, calhas e vasos; adicionar cloro à água da piscina; deixar garrafas cobertas ou de cabeça para baixo são algumas medidas que podem fazer toda a diferença para impedir a proliferação do mosquito Aedes aegypti e, consequentemente, o registro de mais casos da doença, além de receber em domicílio o técnico de saúde devidamente credenciado, para que as visitas de rotina sirvam como vigilância.

OP9

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Oleh

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