terça-feira, 3 de setembro de 2019

Empresário foi queimado vivo por causa de dívida de amigo de infância


O empresário morto três dias depois de ser queimado vivo em Coruripe pode ter sido assassinado por causa de dívidas financeiras. Um dos dois suspeitos era amigo de infância dele. Valcir Leite Tenório, de 37 anos, chegou a gravar um vídeo dentro de um hospital depois do atentado contando detalhes do crime para o delegado do caso.
Os dois suspeitos foram identificados como Willames França da Silva e Allan Chrystian da Silva, ambos tidos como foragidos. Eles serão indiciados pela Polícia Civil. Willames, de acordo com o delegado Gustavo Pires, era amigo de infância da vítima. Os dois suspeitos haviam contraído dívidas com Valcir e a principal linha de investigação, segundo a polícia, são estes débitos.
De acordo com o delegado, nos três dias posteriores ao atentado, Valcir conversou com a polícia. Segundo Gustavo Pires, a vítima mencionou o nome de Allan como uma das pessoas que atearam fogo contra ele. O empresário teria contado ainda que duas pessoas cometeram o crime.
Gustavo Pires explica que, além de Allan ter sido mencionado pela vítima, as investigações localizaram notas promissórias em nome do suspeito. Uma delas constava que ele tinha uma dívida de R$ 350 com a vítima e teria entregue uma nota e uma moto como garantia de pagamento.
O material foi encontrado na casa da vítima. Outras notas promissórias com os nomes dos dois suspeitos comprovam a dívida. Elas foram encontrados na carteira da vítima ainda no dia do crime, de acordo com o delegado.
Indiciamento e busca dos suspeitos
Baseado no depoimento da vítima, nas notas promissórias encontradas e no depoimento de familiares do empresário, a Polícia Civil decidiu indiciar os dois amigos do empresário. Eles estão foragidos. O delegado investiga se ambos tiveram a mesma participação no crime, já que Valcir entregou à polícia que duas pessoas atearam fogo contra ele e as características de um dos suspeitos batiam com a de Willames. Allan foi mencionado como um dos presentes no momento em que tentaram matar o empresário.
A vítima teve o corpo encontrado em um canavial próximo ao Povoado Bom Sucesso, em Coruripe, no Litoral Sul de Alagoas. Ele estava com ferimentos de arma branca no pescoço e queimaduras causadas por líquido inflamável. O atentado ocorreu no dia 19 de agosto e o empresário morreu três dias depois em decorrência da gravidade dos ferimentos e queimaduras, no Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió.
A vítima chegou a conversar com o delegado e contou ter sido abordada por dois homens, ao passar por um quebra-molas em Feliz Deserto. Ao sair do veículo, ele foi espancado e esfaqueado no pescoço. Depois disso, jogaram gasolina e atearam fogo no empresário.
Mesmo ferido, o comerciante conseguiu pedir ajuda aos moradores da região e foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Coruripe, mas acabou sendo transferido para o HGE. O delegado Gustavo Pires pede a quem tiver informações sobre a localização dos suspeito pode informar pelo telefone 181.
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Oleh

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